Ninguém existe para viver sozinho

O domingo de Pentecostes festejou a comunhão, animada pelo fogo alegre e pacificador do espírito divino. Pouco a pouco, porém, começou a guerra das opiniões: Quem é mais importante? (1Coríntios,1,12-13). Quem tem o melhor discurso sobre Deus? Quem tem a melhor experiência de Deus?
Há muita confusão entre autoridade e poder: a «autoridade» «aumenta» (sentido do comum radical «aug») tudo o que é bom; o «poder» é manifestação de força para impor. Em verdade, a imposição não deveria ser necessária, pois é o resultado de o ser humano não saber gerir a liberdade. Só se justifica perante manifesta incapacidade (pela idade, doença ou situações problemáticas) para procurar o próprio bem ou o bem comum. Mas esta imposição tem que ser sentida como estratégia favorável ao desenvolvimento livre da pessoa em questão. É um poder que «aumenta» o bem e nessa medida tem o estatuto supremo de «autoridade».

Manuel Alte da Veiga

 

 

Leia o artigo completo na edição em papel do dia 11 de junho de 2014