Participa numa conferência internacional O galardoado com o Prémio Nobel de Química, no ano de 1996, Harold Kroto, participa na “International Conference on Surfaces, Coating and Nanostructured Materials – nanoSMat 2005”, que decorre na Universidade de Aveiro, de hoje até sexta-feira, por iniciativa do Centro de Tecnologia Mecânica e Automação e do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro.
A conferência tem por objectivo fundamental reunir investigadores e profissionais de todo o mundo em torno dos últimos desenvolvimentos nas áreas da Nanomateriais e Nanotecnologias e suas aplicações industriais. Por isso, o evento visa a transferência do crescente volume de conhecimentos nessas duas áreas, de modo a que a nanotecnologia possa permitir desenvolvimentos rápidos em revestimentos de superfícies, pois as suas aplicações variam desde biomateriais e instrumentos de corte a material resistente ao desgaste. E isso porque o sucesso de qualquer tecnologia só é notório quando os desenvolvimentos se transformam em criação quer de postos de trabalho quer de prosperidade, de forma a proporcionar o desenvolvimento da economia.
Para além do investigador inglês laureado com o Nobel da Química, participam nesta conferência outros investigadores de renome internacional, como o alemão Stan Veprek, o singapurês Sam Zhang e o norte-americano Mark Jackson, entre outros. A presença desses investigadores, bem como a associação de prestigiadas empresas internacionais (entre as quais a norte-americana IBM e a helvética CSM – Instruments) ao evento, poderá contribuir para o avanço das nanotecnologias a nível nacional e internacional e demonstra a importância internacional desta iniciativa da universidade aveirense.
A nanotecnologia pode ser entendida como a criação, manipulação e exploração de materiais à escala nanométrica. É a ciência utilizada para controlar os materiais de tal forma que se pode manipular átomos e moléculas. Um nanómetro corresponde a um metro dividido por mil milhões. O diâmetro de um fio de cabelo humano é 100.000 vezes maior que um nanómetro.
