Na Galeria Morgados da Pedricosa Na Galeria Morgados da Pedricosa está patente ao público, até ao dia 28 de Setembro, a exposição “Olhares”, com trabalhos de pintura e de cerâmica do artista aveirense Zé Augusto (José Augusto Ferreira dos Santos).
Na inauguração da exposição, no sábado passado, Alberto Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, designou Zé Augusto como “o último dos grandes barristas de Aveiro”, autor de uma obra de inegável importância para a cultura da região.
Também o artista plástico Jeremias Bandarra enalteceu as qualidades de ceramista e barrista Zé Augusto, afirmando mesmo: “eu considero-o um dos nossos melhores barristas, reconhecido não só em Portugal como no estrangeiro”. Depois de sublinhar que Zé Augusto se iniciou na arte da pintura já tarde, continua a surpreender.
Desde a sua última exposição individual realizada em Aveiro, que teve lugar no Centro Cultural e de Congressos, em 1996, Zé Augusto desenvolveu novas temáticas, algumas das quais são totalmente inéditas e nunca estiveram patentes em qualquer das muitas exposições colectivas em que tem participado ao longo desta década.
Nesta exposição, Zé Augusto apresenta um pouco de tudo o que fez ao longo da sua carreira artística, ou seja, como o próprio diz, “fases que eu segui durante este percurso de pintura. Mostrar um pouco daquilo que eu fiz durante a minha carreira na pintura”, fases que se encontram representadas por dois ou três quadros.
O artista define-se como “pouco estilista, isto é, não sigo um estilo muito próprio. Em cada momento faço aquilo que me vem à ideia e depois desenvolvo essa ideia. Se entender que essa ideia me permite desenvolver mais do que um trabalho, então faço uma série. Mas também acontece fazer um e parar, não dando seguimento a outros do mesmo género. Não gosto muito de seguir um estilo, mas de procurar e experimentar novas ideias e temas”.
Nesta exposição, Zé Augusto apresenta algumas dezenas de pinturas (em acrílico e aguarelas), quadros em azulejos, peças de cerâmica vidrada e alguns trabalhos de barro. Sobre estes últimos, sublinha que “antigamente fazia trabalhos mais artesanais. Agora, tenho aqui duas esculturas, que são as primeiras que fiz, que são trabalhos escultóricos totalmente diferentes das peças artesanais”.
C. F.
