Todos são poucos para combater a droga. Mas se actuarem isoladamente, ainda são menores as possibilidades de derrotar este flagelo da sociedade moderna. “Temos de pontenciar as sinergias no território”, afirma Celina França, do Centro de Respostas Integradas de Aveiro, na assinatura do PORI.
PORI quer dizer Plano Operacional de Respostas Integradas. O programa foi assinado na quinta-feira, 20, por nove instituições, na Junta de Freguesia da Vera Cruz, sob os auspícios do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), organismo dependente do Ministério da Saúde.
Cada instituição trabalha em “áreas de missão” diferentes mas estruturadas num plano. Umas actuam ao nível da prevenção (Centro de Respostas Integradas, do IDT; Centro Social Paroquial da Vera Cruz, Escola Profissional de Aveiro), outras dedicam-se ao tratamento (IDT; Segurança Social e Centro de Saúde de Aveiro); outras preocupam-se com a reinserção social (Cruz Vermelha; Florinhas do Vouga e Segurança Social), e outras, finalmente, procuram “reduzir riscos e minimizar danos” (Florinhas do Vouga; Câmara Municipal de Aveiro; e Cáritas Diocesana).
Celina França esclarece os objectivos gerais: “Reduzir o cons-umo de drogas lícitas e ilícitas e as toxicodependências; e contribuir para a diminuição do sentimento de insegurança da população”.
320 mil euros contra a droga
Algumas destas instituições já trabalhavam na área, mas agora o PORI surge como “medida estruturante” e com um financiamento de cerca de 320 mil euros que permite avançar com respostas inovadoras, como as Equipas de Rua, que se dirigem à população toxicodependente em risco de exclusão, ou o Ponto de Contacto, que consiste em acções de sensibilização junto de quem consome substâncias em contextos recreativos, ou seja, nos bares e discotecas. Estas duas iniciativas são avançadas pelas Florinhas do Vouga.
O Plano tem como área de actuação as freguesias da Vera Cruz e Glória e as zonas urbanas de S. Bernardo, Aradas e Santa Joana e, para já, vai durar dois anos.
