Uma pedrada por semana Desta vez são duas pedradas, que estas não faltam, nem terreno aberto para apontar aos disparates. É verdade que o pensar é livre. Mas, o pensar com sabedoria é próprio de corações limpos e libertos de interesses. Ora lá vai.
1. A Associação do Planeamento Familiar (APF) nasceu, por iniciativa de um grupo de gente competente, séria e honesta, para ajudar os casais a regular, com liberdade e responsabilidade, os tempos de procriação de novos filhos. Mais tarde, por ligações bem conhecidas, entrou-se por outros caminhos à revelia do projecto inicial, mas vinculada a sabidos interesses. O tempo das liberdades extravagantes veio-lhe ao jeito e passou a ser a associação promotora e credenciada, com acordos do poder, para fazer o que à sexualidade diz respeito, à educação sexual da gente nova, e não só.
A campanha acrítica do preservativo é um dos seus fortes baluartes. Na semana passada vi a APF, num jornal diário, fazer a imaginativa publicidade do dito, com estes termos: “Já pensaste que o preservativo pode ser o melhor brinquedo de adultos que existe? Ama, diverte-te, usa preservativo”.
Aí está. Qualquer pessoa séria sabe que a humanização das pessoas e do país, se é isso que se quer, não vai por aqui. Nunca educar foi facilitar ou satisfazer gostos periféricos. Mas é a esta Associação que o Estado paga para fazer educação sexual…
2. O Ministério da Educação quer as crianças 12 horas presas à escola. Menosprezaram-se os ATL, e vem aí mais um sonho. O representante nacional dos pais dos alunos das escolas, acha que sim, contanto que as crianças tenham, também, algum tempo para brincar. Já se esperava. A opinião não constituiu novidade. O que vem do poder socialista, no caso, é sempre a bem do povo…
As necessidades das crianças, a sua resistência física e psicológica, o seu melhor bem em diversos aspectos, o parecer dos pais atentos que olham mais os filhos que as políticas sonhadoras do governo, nada disso contou. O presumido dono das crianças de Portugal decidiu. Com critérios economicistas, entenda-se. Pronto. É assim. Tem de ser assim. Para os miúdos tanto faz. A família não conta. Segundo a política reinante, nem tem que contar…Estatizar, em nome do estado social, é caminho da salvação universal.
A estatização é unidimensional. Leva baias nas orelhas e só vê num sentido. Por isso, os disparates não têm limites, sempre que as pessoas deixam de contar.
Mais um, menos um…O povo é ignorante e aos miúdos bastam computadores… E a família, onde está ela? Para o governo, respostas globais. Que nesse sentido vão os tempos. Quem não vê assim é estúpido, e os estúpidos levam para se calarem. Nem menos.
