Centro Pastoral da Trofa Com salas e espaços dignos para todos os serviços paroquiais e aberto à região, está quase concluído o Centro Pastoral da Trofa
A decisão surgiu em 2000, quando se celebrava o Jubileu. A paróquia da Trofa (Águeda) precisava de um espaço digno para as suas actividades: catequeses, escuteiros, reuniões das comissões e conselhos paroquiais, cartório, grupos de jovens, irmandades… Mas não era apenas uma questão de espaço. “Andava tudo disperso. Havia pouca união. Por isso, decidiu-se, como sinal do Jubileu, construir este centro. As obras começaram em Março 2002, depois de o D. António ter benzido a primeira pedra em Janeiro [desse ano], ao terminar a visita pastoral”, conta o Pe. Mário Ferreira, pároco de Trofa e Segadães, desde 1998. Agora o sonho está prestes a realizar-se. As obras do centro paroquial estão avançadas. Aliás, o primeiro de três pisos já está “habitado” pelos escuteiros.
Para o serviço da região
Centro Paroquial? “Nós não lhe chamamos ‘centro paroquial’, mas ‘centro pastoral’. Tem outra amplitude”, afirma o Pe Mário Ferreira. E, na verdade, com um auditório de 110 lugares, um bar e muitas salas de reuniões, o edifício, já em acabamentos, pode muito bem extravasar os limites da paróquia da Trofa. É isso o que já acontece com o Agrupamento CNE 1084, que é interparoquial (Trofa e Segadães), caso raro – talvez único – no país. E certamente o centro pastoral estará aberto ao arciprestado e à diocese.
Por outro lado, pensa-se no futuro, como confirma o Pe Mário Ferreira: “Sabemos que vão nascer várias urbanizações na Mourisca”. Este lugar da freguesia da Trofa tem dois mil eleitores, o dobro dos eleitores da sede de freguesia, e está em crescimento explosivo.
Ainda não há data prevista para a inauguração do centro pastoral, mas não deve demorar muito. “Não temos prazos a cumprir. É conforme a generosidade do povo, que tem sido muita”, diz o pároco. Falta algum dinheiro para concluir as obras. Até agora já se gastaram cerca de 370 mil euros (70 mil contos). Para a obra ficar completa são necessários mais 300 mil euros (60 mil contos).
Dinamização evangélica
O orçamento inicial era de 650 mil euros (130 mil contos) e não deverá ser ultrapassado. Facto de admirar é que, até agora, não houve contribuições estatais. É certo que a Câmara Municipal de Águeda ofereceu o projecto, e talvez o auditório venha a candidatar-se a algum fundo, mas o esforço popular é que tem erigido a obra. “Já fiquei sem o sono algumas vezes [por causa das contas], mas isso faz parte da vida”, refere o Pe Mário Ferreira. O dinheiro tem vindo de magustos, dos cantares das Janeiras (este ano deram 7000 euros), de quermesses, e, claro, dos tradicionais cortejos. Os materiais – fatia importante dos custos – foram quase todos oferecidos por empresas da região. “É de louvar o esforço desta gente”, diz o pároco, sem esquecer a comissão que gere e acompanha as obras.
O Centro Pastoral da Trofa será um factor de dinamização evangélica. As gentes desta terra podem orgulhar-se da obra, mas ela só faz sentido para alimentar a vida cristã. “Será um prolongamento da igreja”, diz o pároco. “Ou talvez seja o contrário: a formação começa no centro e conduz à igreja”, acrescenta. Seja como for, é certamente uma obra para o futuro.
