Livros Introdução a Mestre Eckhart
Michael Demkovich
Paulinas
200 páginas
“No seu tempo, [Mestre Eckhart] teve muita fama como teólogo e como místico. Depois, durante séculos, foi grandemente esquecido. Agora é um mestre espiritual que é apreciado por cristãos, budistas e outros crentes, por intelectuais e por pessoas que desejam simplesmente chegar mais perto de Deus ou descobrir o Deus que já está no centro das nossas vidas”, escreve Timothy Radcliffe, antigo geral dos dominicanos, no prefácio desta obra.
Mestre Eckhart (1260-1327) foi teólogo, filósofo e pregador dominicano. Nasceu na região da Turíngia, no centro da Alemanha, e terá morrido em Avinhão, França, mas não se sabe onde foi sepultado.
Neste livro, Michael Demkovich, também ele membro da Ordem dos Pregadores (dominicanos), traça uma biografia do místico medieval: a sua educação, o ensino em Paris e Estrasburgo, a direcção de uma comunidade de frades, o julgamento das suas doutrinas consideradas heréticas, em Avinhão.
Na segunda parte, “Sobre a Alma (De Anima)”, desenvolve uma espécie de “conhece-te a ti mesmo” seguindo as intuições do frade alemão patentes nos seus sermões.
A última parte recolhe dez exemplos (“exempla”), isto é, imagens, comparações, alegorias, da pregação de Eckhart. O intelectual da Universidade de Paris, que era o grande centro cultural da Idade Média, pregava as mesmas ideias ao povo que nunca estudara filosofia. Jesus tinha as parábolas. Eckhart tem os “exempla”. Radcliffe revela os seus dois preferidos: “O primeiro descreve como necessitamos de algum ponto estável nesta vida turbulenta: somos como pessoas levadas pela corrente, rio abaixo, que, quando querem dormir, deitam a âncora para poderem ficar tranquilas. O segundo compara a pessoa que anda em busca de Cristo ao cão de caça que apanhou o faro de um coelho. Se o cão passa à frente ou ao lado do coelho, perde o cheiro”. No desenvolvimento do exemplo, Eckhart observa que há cães que em vez de seguirem o cheiro, seguem o cão que vai à frente. Não vão longe. Demkovich explica: “Tão frequentemente as pessoas procuram Deus da maneira como vêem outras pessoas procurar Deus, mas nunca apanharam realmente «o cheiro de Deus»”.
Pegadas de um Deus diferente
Carlo di Cicco
Gráfica de Coimbra 2
170 páginas
Carlo di Cicco, jornalista, é subdirector do jornal “L’Osservatore Romano”, órgão oficial da Santa Sé. Neste livro, com prefácio do secretário de estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, o autor traça um percurso de procura de Deus entre o ensaio (sobre o Antigo e Novo testamento, que são duas formas complementares de busca de Deus), as memórias pessoais e o diário espiritual (“Diário desconexo”). Entre outros temas, Carlo di Cicco disserta sobre o II Concílio do Vaticano e a contestação de Maio de 1968, que foram “dois acontecimentos libertadores na procura de Deus”, a Nova Aliança protagonizada por Jesus, o diálogo entre fé e ciência, o romance “Código da Vinci”, os novos ateus ou os líderes espirituais que o influenciaram.
