Olho de Lince Não me distraí da condução. Mas ficaram-me os olhos e o coração naquele duo, que, da escola, regressava a casa: dois miúdos, irmãos, de idades diferentes mas próximas, tenras mas já reveladoras de senso que, muitas vezes, falta aos adultos.
Antes de mais, vinham pela sua mão. Provavelmente, em casa ou na escola, foi-lhes dito que, a pé, devemos circular pela berma que nos permita ver de frente os veículos que circulam do nosso lado, isto é: caminhar pela esquerda.
O mais interessante – que contrasta com tanto desleixo de gente já criada – é que o mais velhito apresentava-se do lado de fora, protegendo, e com a mão no ombro, o seu mano mais novito.
Não é vã a educação, mesmo nestas pequenas coisas. E, provavelmente, não é necessário um programa especial de formação de segurança rodoviária, para que gestos destes aconteçam; basta que os pais e os professores eduquem para a cidadania activa.
Q.S.
