Poema Nós vimos de um passado distante
que já esquecemos
e agora olhamos e ambicionamos as estrelas.
Somos o mistério
que nem mesmo nós podemos decifrar
o mistério do Homem.
Uma história é contada em pedra
e setas quebradas,
em vestígios de cidades desconhecidas perdidas na areia;
em colunas e muralhas de castelos,
estátuas silenciosas e invisíveis
a história do Homem.
Um vento sopra nas árvores,
como vozes em sonhos,
e então quando parece
que sabemos o que significa,
subitamente desaparece.
O milagre é a mente
a fazer perguntas,
procurando encontrar-se a si mesma,
se puder,
somente para se ver
indefinidamente repetida em espelhos
o mistério do Homem.
João Paulo II (poema lido na bênção dos finalistas
de Aveiro, no dia 22 de Maio de 2011)
