Oásis no meio do deserto

Colaboração dos Leitores Atravessamos um período muito difícil da História da Humanidade.

As pessoas habituaram-se a considerar normal o egoísmo, a mentira, o “vale tudo” de acordo com os interesses individuais ou de grupo.

Notamos, em vários campos, que as falhas, os erros, os maus resultados obtidos são normalmente atribuídos – e com grande argumentação aos outros.

Não encontramos muitas pessoas que tenham a coragem de dizer, que erraram, que falharam e, por isso as crianças não são ensinadas a dizer a verdade e mesmo no campo escolar é preciso é que passem de ano, saber as matérias é secundário.

A observação de todas estas atitudes levar-nos-ia ao desencanto e ao desalento se não surgissem figuras que, como faróis em noite escura, nos mostram que há quem se preocupe com os outros e que dedicou sua vida a lutar com os meios de que dispunha para melhorar a situação do seu próximo.

No dia 1 de Maio o Papa Bento XVI beatificou João Paulo II. O exemplo que nos dá, a intervenção política e cívica lutando contra todos os sistemas de escravatura moral e social, é muito importante e terá grandes consequências.

No dia 21 de Maio foi beatificada a Madre Maria Clara do Menino Jesus. Esta portuguesa que viveu no sec.XIX, numa época nada propícia à sua acção, dedicou-se, fundando a Ordem das Franciscanas Hospitaleiras, a atender todos os que precisavam de ajuda.

A Madre Maria Clara dizia “onde for preciso fazer o Bem, façamos o Bem”.

Viveu e inculcou nas suas seguidoras uma abertura total ao outro numa identificação profunda com Cristo.

Nos tempos que agora vivemos o mal fala mais alto, faz mais barulho, mas estou certa que no anonimato de um trabalho humilde e persistente, há almas que se dedicam a minorar o sofrimento físico e moral dos que estão em provação.

O Espírito Santo sopra onde quer e confiemos que o Bem, falando baixinho, consiga abafar a gritaria do mal.

Margarida Raimond