Olho de Lince A proximidade é um dos valores de que ainda gozam os meios pequenos, permitindo não só a libertação das pessoas do anonimato, como também a ajuda mútua, no dia a dia e nas circunstâncias extraordinárias de maiores urgências.

Uma das manifestações dessa proximidade é o hábito de se saudarem uns aos outros. Não se passa incógnito na rua. Os rostos e os nomes são familiares. E alguém que chegue de novo ainda tem a sorte de ser “integrado” no tecido social local.

Não é que me entusiasme a prioridade que o traje eclesiástico ou a missão assumida me possam proporcionar. Pelo contrário: sabe melhor sentir que o respeito existe, mas não acarreta privilégios. Somos diferentes, mas somos iguais!

Agora passar e ouvir, da boca de uma criança, um sonante, límpido e transparente “Olá, senhor Padre!”, sem hipocrisias nem artifícios, é uma coisa gostosa, com sabor a família, com música de proximidade, que nos deixa perfeitamente iden-tificados com a comunidade que servimos… “Olá, rapaz!”…

Q.S.