Oração

Dez palavras-chave na espiritualidade Escuta, resposta, confiança.

A oração cristã é sempre aquela que se faz dirigida ao Pai, pelo Filho e no Espírito Santo. Esta certeza da presença da Trindade na nossa vida, ainda que por vezes não de uma forma consciente, marca a atitude do cristão na relação com Deus. Em primeiro lugar a oração surge numa atitude de fé, como resposta a um Deus próximo, vivo e pessoal e não apenas uma coisa ou uma força impessoal. Quem faz oração reconhece também a presença real e activa de Deus que se revela em primeiro lugar e que pede uma resposta. A oração também só existe na confiança que Aquele a quem nos dirigimos nos escuta.

A oração é assim resposta à iniciativa divina, é a certeza da presença de Deus e da sua escuta, mas manifesta também a atitude de quem ora: de louvor, de adoração, de acção de graças, de petição, intercessão, reparação e de contemplação. O reconhecimento de Deus na vida e a necessidade de tornar essa vida presente a Deus torna estas formas de oração possíveis, quer como atitude mais individual, quer na sua expressão comunitária, na qual a Eucaristia é a sua forma mais verdadeira.

Ao longo da história da Igreja foram surgindo diversas formas de orar, dependendo também das diversas correntes de espiritualidade. Ao longo dos tempos também se foi percebendo que na oração, seja ela vocal ou mental, individual ou comunitária, é necessário método, porventura um itinerário, e quem introduza na arte de orar. No tempo presente algumas formas de oração ganham um relevo particular, recuperando-se assim formas de meditação inspiradas na vida monástica, vivências comunitárias da Liturgia das Horas, orações partilhadas e conduzidas carismaticamente e propostas diversas de leitura orante da Palavra de Deus.

João Alves

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