Braga 0 – Beira-Mar 0 PAULO DIZ
O Beira-Mar empatou no terreno do Braga, num jogo em que a equipa de Paco Soler teve duas excelentes oportunidades para chegar à vantagem.
Lançamento – Mais uma final para a equipa do Beira-Mar, que sabia que não podia perder para não perder pontos para o Vitória de Setúbal e D. Aves, adversários directos na luta pela manutenção, que tinham obtido um empate nos seus encontros.
As ausências – A equipa aveirense apresentou-se em Braga aínda sem Jorge Silva, que continua nas mãos do departamento médico do clube, bem como Rui Lima, a contas com problemas nos gémeos.
A Estrutura do Beira-Mar – O treinador do Beira-Mar – Francisco Soler, conhecedor da equipa do Braga e não querendo correr riscos exagerados no início do encontro, optou pelo tradicional 4-4-2, com quatro unidades defensivas, outras tantas no sector intermediário, deixando o ataque entregue à dupla que tão bons resultados tem dado – Edgar e Delibasic.
Futebol Praticado – Com o Braga claramente com a cabeça em Londres e, apesar da expulsão de Castanheira ter condicionado o espectáculo a partir do minuto 70, o encontro teve duas equipas em busca do golo e com algumas oportunidades de golo. Quanto à equipa do Beira-Mar, com os jogadores bem posicionados e distribuídos pelo relvado, Francisco Soler demonstrou que tinha estudado muito bem o adversário (mais uma vez!), não lhe dando espaços para exercer domínio constante e, em consequência, poder jogar sempre perto da baliza de Eduardo.
O Momento do jogo: Do decorrer da primeira parte, o jovem Edgar, que na jornada anterior tinha marcado um grande golo, apenas com o guardião Paulo Santos pela frente e, a cerca de dois metros da baliza, cabeceou escandalosamente ao lado do poste esquerdo, após centro de Delibasic.
A próxima partida – Ultrapassada com relativo êxito a deslocação ao reduto do Sporting de Braga, onde o Beira-Mar conseguiu um positivo e moralizador empate, a equipa Aveirense prepara agora o próximo jogo, no qual a equipa de Francisco Soler irá receber a visita do Marítimo, jogo crucial, até porque, de seguida, a equipa aveirense se deslocará a Alvalade e, na jornada seguinte, receberá o Benfica.
O trio de arbitragem – Apesar de bem auxiliado, o árbitro Artur Soares Dias teve duas decisões pouco comuns, que mancharam o seu trabalho. Na primeira, o médio Castanheira não agrediu Makelele, logo o vermelho directo não se justificava; na segunda, não é minimamente compreensível que, com Delibasic a correr já dentro da grande área e em excelente posição para poder fazer golo, tivesse apitado para dar o jogo por concluído. Dois lances polémicos, que lhe conferem nota negativa.
