Polissaturado

Ponta de Lança No jogo – aqui, o das palavras – constroem-se ideias verdadeiramente surpreendentes!

Numa primeira referência, a nossa interpretação recai sobre o conhecido e preocupante ácido gordo, de cadeia longa (com catorze ou mais carbonos de comprimento, a maioria do que ingerimos), encontrado essencialmente na gordura animal. Este ácido é uma das três espécies de gordura (as outras duas são saturadas e monoinsaturadas) que aumentam o colesterol.

Primeira síntese: mudar de hábitos!

Decompondo a expressão, encontramos a saturação! Uma expressão referente à harmonia das cores mas também de forte impacto psíquico, reveladora de cansaço!

E, como não há duas sem tês,… polis!

Em sentido etimológico quer dizer cidade, como sabemos. Entre nós, é também nome de um programa de intervenção e recuperação de cidades, centros históricos, financiado pelos fundos europeus.

Qualquer das acepções transporta-nos para estádios mais ou menos preocupantes, daqueles que obrigam a parar e a reavaliar as circunstâncias, o estado das coisas, sob pena de tudo entrar em processo de colapso!

Saturados da inoperância, distracção ou incompetência, há aspectos que obrigam a repensar as nossas “Polis”: avenidas emblemáticas (nos cartazes turísticos) praticamente devolutas (casas, passeios, árvores, caixas da electricidade, …); as estradas municipais estão intransitáveis; pequenos arranjos eternizados para pertencerem (porventura?) à mediática votação para “maravilha do mundo”! Não se vê manutenção, renovação, vida! Até os canais da Ria estão entregues a si próprios: água vai, água vem, e pouco mais vem na água que vai!

E agora que o programa Polis encerra, é melhor começar outro qualquer para terminar as obras de remodelação do Polis que está a chegar ao fim (já são necessários os tradicionais remendos – cfr. Canal de S. Roque, em Aveiro) e outro para acelerar o segundo, que corre o risco de passar em breve a ruína, dadas as desconcertantes obras de remodelação do primeiro.

Não se percebe, não se percebe mesmo nada!

Porque é que os “técnicos de multagem” (não sabemos como se chamam mas há quem lhes chame pior!) não andam com um carrinho e uma vassoura e sempre vão limpando as ruas – a começar pelo lixo que atiram para o chão? Assim, a limpeza era um pouco mais completa!!

Desportivamente pelo desporto!