Ano Paulino Não convém que eu faça o meu gabanço.
Mas se está em jogo o nome e a verdade,
Haveis de compreender, mas eu avanço.
E é esta a verdade sem tirar nem pôr:
Para mim viver é Cristo Senhor:
Por Ele tudo faço e aceitarei.
Já não sou que vivo, Jesus vive em mim
E de bom grado só por Ele morrerei.
Eu sei, Coríntios, que me desculpareis.
Estou a falar como quem delira
Dos trabalhos açoites e perigos
Tudo eu sofri dos judeus e falsos amigos.
Três vezes com varas fui açoitado,
Uma vez ainda fui apedrejado,
Estive no mar perdido uma noite e um dia…
Cinco vezes fui vergastado,
Quarenta menos uma vergastada
De cada vez, eu tudo suportei.
Três vezes naufraguei, contudo arribei.
Cadeias, e perigos no passar dos rios.
Perigos dos ladrões e meus concidadãos
Perigos nas cidades e dos falsos irmãos,
Perigos nos desertos e nas tempestades.
Trabalhos sem conta, vigílias e fadigas,
Fomes e sedes, frios e nudez.
Deus sabe quanto sofri de cada vez.
Além do mais, os cuidados das igrejas!
Quem sofre, que eu não sofra também com ele?
Meu Pai do Céu, abençoado sejas.
Tive um dia de descer dentro dum cesto
Para escapar às ameaças e invejas.
Aconteceu em Damasco. Não conto o resto…
Tudo isto por amor de Cristo.
E desta comunhão eu não desisto.
Texto de P.e José F. Fernandes,
a partir de 2 Cor 21sg
