Pequena história da grande História* À beira da morte, Alexandre Mag-no (356-323 a.C.) convocou os seus generais e transmitiu-lhes os seus três últimos desejos:
“Primeiro, quero que o meu caixão seja transportado pelos melhores dos médicos.
Segundo, quero que sejam espalhados pelo caminho, até ao túmulo, os meus tesouros conquistados. Prata, ouro, pedras preciosas…
Terceiro, que as minhas mãos sejam deixadas a balançar no ar, fora o caixão, à vista de todos”.
Um dos seus generais, admirado com os desejos insólitos daquele que conquistara praticamente todo o mundo então conhecido, perguntou qual a razão de ser daqueles desejos. Alexandre explicou:
“Quero que os mais eminentes médicos carreguem o meu caixão para mostrar que eles não têm o poder de curar perante a morte.
Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais, por mais valiosos que sejam, aqui conquistados, aqui permanecem.
Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos”.
* Nova secção do CV, que de vez em quando recorda pequenos episódios de grandes figuras da História. Há sempre uma moral a retirar. Mas isso fica a cargo do leitor.
