Olhos na Rua Pais que batem nos filhos, homens que batem nas mulheres e vice-versa, filhos que batem nos pais idosos… As crianças estão protegidas: queixam-se e os pais têm que se haver com a justiça. Maridos e mulheres têm movimentos que os defendem. E os idosos? São muitos os fechados à chave, expropriados da pensão de reforma, abandonados e ameaçados se derem com língua, sem lugar na casa que construíram, morrendo ressequidos de esperança. Os jornais dizem muito, mas não dizem tudo.
Sempre houve adultos selvagens e pais que deram ao filho rebelde o seu sopapo. Mas os velhos eram respeitados, queridos, amados, apoiados. Ai, se não fossem as instituições sociais! Para muitos, a família é o Lar onde foram despejados, por vezes esquecidos pelos que aí os deixaram sem uma palavra de conforto. Na calada da noite, quantas lágrimas de sangue pela ingratidão e abandono daqueles a quem deram tudo e de quem apenas esperavam amor…
“Filho és, pai serás…” Será que a sabedoria do povo já não ensina nada?
