“Paixão Pura – Escritos e poemas dos Santos” na Gafanha da Encarnação

No dia 25 de julho, pelas 21h30, irá decorrer na igreja matriz da Gafanha da Encarnação o evento cénico musical “Paixão Pura – Escritos e poemas dos Santos”, que evoca uma dezena de santos da Igreja Católica, numa iniciativa de “Pedras Vivas”, a equipa organizadora da recriação histórico-religiosa “Eis o Homem”, realizada este ano e em 2014, naquela vila do concelho de Ílhavo.

“Paixão Pura – Escritos e Poemas de Santos” é um espetáculo constituído por dez quadros cénicos e musicais baseados em textos e poemas da autoria dos santos representados ou alusivos a eles, como acontece, por exemplo, com as encenações evocativas de Santa Joana, Santa isabel e Santa Clara de Assis, que foram inspiradas em textos da autoria de Monsenhor Moreira Neves, João de Lemos e Calderon de la Barca, respetivamente.
Cada Santo é “apresentado por um narrador, que faz o seu enquadramento histórico e declama o respetivo poema ou texto”, decorrendo em simultâneo uma representação cénica e musical que tenta mostrar como era a vivência na época de cada um dos santos evocados, não pretendendo ser “uma recriação histórica”, mas um quadro que “engrandeça e embeleze cada uma dessas cenas”, explica Ana Caçoilo, de “Pedras Vivas”.
O evento conta com a participação de cerca de 60 pessoas, incluindo coro e atores, uma vez que todos os santos são representados individualmente, havendo uma cena em que um santo surge com um acompanhante.
As comemorações dos 500 anos do nascimento de Santa Teresa de Ávila foi o mote para o surgimento de “Paixão Pura – Escritos e Poemas de Santos”. No entanto, “como Santa Teresa de Ávila não era portuguesa, resolvemos juntar Santa Joana Princesa, uma santa portuguesa quase contemporânea de Santa Teresa, e Santo António. Depois, resolvemos enriquecer o evento com mais alguns santos”. Ana Caçoilo realçou que depois de alguns meses de ensaios, “tivemos a alegria da primeira encíclica do Papa Francisco aludir a S. Francisco de Assis, um dos santos que é uma das personagens principais deste teatro”.
O evento evoca Santo Agostinho, Santa Hildegarda, São Francisco de Assis, Santa Clara de Assis, Santo António, Rainha Santa Isabel, São João de Deus, Santa Joana Princesa, São João da Cruz e Santa Teresa de Ávila.
Se foi fácil encontrar um bom texto de São Francisco de Assis, Ana Caçoilo refere que para alguns santos “foi muito difícil encontrar os poemas e os textos que pudessem ser apresentados sobre cada um deles”, como também “foi muito difícil arranjar músicas que pudessem ser adaptadas a esses textos. Temos duas músicas que são estreia, e que não sendo litúrgicas enquadram-se na encenação”.
O espetáculo tem uma duração de cerca de hora e meia.
C.F.