Poema Meu Deus, salva-lhes este pequenino,
Como salvas uma erva no vento.
O que te impede, pois que sua mãe chora,
De não o deixares morrer neste momento,
Como algo que se pode evitar?
Se o deixardes viver, no próximo ano ele vai atirar
Rosas, na festa do Corpo de Deus.
És muitíssimo bom. Não és Tu, meu Deus,
Quem, nas faces rosadas, pões a morte azul,
Ou será que não tens bons locais onde pôr
Junto de suas mães, o seu filho à janela?
Mas porque não aqui? Ah! Quando chegar a hora,
Lembra-te , meu Deus, diante do filho que morre
De que Tu vives sempre junto de tua mãe.
Francis Jammes (1868-1938)
