Passou a crise. Vamos lá pagá-la!

Ponta de Lança Como prevíamos a semana passada, com a vitória do Benfica os mercados financeiros iam começar a reanimar; basta verificar as notícias de Segunda-feira, 10 de Maio!

Animaram-se os mercados, é certo, mas também as ruas, as praças, os empregos, os desempregos… E esta é a primeira referência, a animadora!

Porém, ainda permanece sobre as nossas cabeças aquela nuvem quem provém da Islândia! – Como a Islândia está a ser sinal para todos nós, primeiro a declaração de Bancarrota, depois o vulcão!

Essa nuvem até pode ser com aspas! Quer dizer, ainda há justificadas apreensões.

Na verdade, há coisas tão simples de operacionalizar, de concretizar, que até parece que, quem governa o mundo, brinca connosco! E essa desconfiança no humano é que gera as verdadeiras ameaças, são as imprevisíveis! Por exemplo, as medidas decisórias que fazem das pessoas uns peões de tabuleiro, num qualquer jogo de interesses.

É que, com a natureza, as forças da natureza, podemos nós bem. Somos natureza também!

Alguém entende que não se saiba, para salvaguardar uma despesa para uma eventual “doença”, não se crie um pé-de-meia ou contratualize um bom seguro?!

O que é os ministros das finanças europeus resolveram esta segunda-feira? Uma decisão extraordinária: “Dado que o Euro está gravemente ferido e a doença tende a alastrar, vamos fazer um mealheiro com umas poupanças”!

No fundo, é apenas isto! Até poderíamos respirar de alívio se a solução não fosse tão evidente. É que nos vai custar muito caro. Tão simples que até incomoda.

Agora vamos lá pagar isto!

Somos acusados de viver acima das nossas posses. Mas já nem se sabe onde ir buscar mais dinheiro para pagar!? Pronto, conformamo-nos. Mas… alto lá! Acima das nossas posses?! Vamos lá ver quem é que não anda a pagar o que deve…

Um país envelhecido, com mais aposentados… estes não devem contar para pagar a dívida, pois não? – provavelmente contribuíram nos termos da lei!

Mais desempregados – estes não contam, já pagaram tudo.

Jovens – ainda não recebem!

População no activo – pagam tudo honradamente e não têm mais por onde dar, os “ordenados mínimos” de cada honesto desempenho profissional. Vive-se para o carrito e para comer! – os indicadores de consumo que dão sinal de recuperação.

Então quem é que anda por aí a esbanjar? Quem pode fugir aos impostos? Quem tem muito dinheiro fora do país? Os protegidos de quem tem o poder financeiro? Os “fugas”?

Ah! Ficamos sossegados. Pelo diagnóstico já vemos que são estes últimos que nunca ataque de arrependimento vão pagar o que devem.

Desportivamente…

…pelo desporto!