Pequeno nada!

Olho de Lince O local junta grupos de pessoas. Mas nem sempre propicia a comunicação. São “egoísmos” a dois, a quatro, a seis… Às vezes com discretos sorrisos de comunicação; mais vezes, porém, com comentários sussurrados acerca dos vizinhos de sala.

Entrei com naturalidade; sobriamente disse boa tarde. Sem respostas, nem sequer os tais sorrisos, embora houvesse gente conhecida. E, quando menos esperava, uma pequenita fixou-me com insistência e atirou: “É o senhor Padre …”? – “Sou” – respondi sem rodeios.

O diálogo foi muito breve, enquanto ela saboreava o seu gelado de sobremesa. Certo é que, logo após, foi anunciar à sua mesa quem estava ali, ainda que alguém já me conhecesse e tivesse sido dos que ficaram mudos à minha saudação inicial.

Então surgiram os tais sorrisos de comunicação. E, na saída, as despedidas foram explícitas. Quer dizer que aquele pequeno nada da interpelação da pequenita transformou a atitude de proximidade e quebrou “egoísmos”. São pequenos nadas que mudam o mundo!

Q.S.