Peregrinação à Senhora do Monte encerrou visita pastoral

D. António Francisco espera como principais frutos da sua primeira visita pastoral na diocese

a oração e as vocações e convida as paróquias a partilharem as boas iniciativas

“Foi de joelhos, diante do sacrário, em oração, que comecei as visitas pastorais, para que hoje tenhamos pés de peregrino e coração de apóstolo”, afirmou o Bispo de Aveiro aos cristãos de Estarreja e Murtosa que no Domingo, 18 de Maio, subiram ao santuário da Senhora do Monte, em Salreu, para celebrar a Eucaristia que encerrou a primeira visita pastoral de D. António Francisco.

Ao local de onde se vislumbram os esteiros e a Ria que se entreabre para o mar, bem como várias das freguesias destes dois concelhos, como notou o Bispo de Aveiro, acorreram cristãos de todas as paróquias, muitos deles integrados na procissão que partiu do centro de Estarreja. Pontuada pelas bandeiras de cada paróquia e orientada pelo diácono Manuel Silva, de Avanca, a procissão subiu ao santuário rezando o terço e cantando.

Na homilia, o Bispo de Aveiro agradeceu em primeiro lugar “o acolhimento fraterno”, “a alegria da fidelidade” e o “zelo apostólico” que sempre encontrou nos párocos ao longo dos cinco meses (de Janeiro a Maio) que durou a visita pastoral.

Antes de fazer algumas propostas e convites aos cristãos da Estarreja e Murtosa, D. António Francisco recordou brevemente os encontros com crianças, jovens, famílias, idosos e doentes. Para estes teve uma palavra especial: “Estão connosco todos os doentes que visitei (…). Não rezam com os pés de peregrino, mas rezam com a oblação santa do seu sofrimento redentor”.

Quanto ao encontro que manteve com autoridades civis e militares, empresários e associações culturais, desportivas…, afirmou: “Fui ao encontro da sociedade civil sem perguntar as razões da fé, mas transmiti as razões do meu diálogo”.

Oração e vocações

D. António Francisco considerou que “as visitas pastorais não se encerram nem se concluem”, tanto mais que esta e as que fizer nos próximos cinco anos são como que uma convocação para as comemorações jubilares dos 75 anos de restauração da Diocese de Aveiro (2012-2013 – a Diocese foi restaurada em 1938). Nesse sentido, convidou as paróquias a assumirem um “caminho sinodal” que a todos “envolva, implique e inclua”. Neste “mundo em mudança, o compromisso da Igreja com o futuro da História é ainda mais exigente”, rematou.

O Bispo de Aveiro espera que a oração e a promoção vocacional sejam os “frutos primeiros da visita pastoral”, lembrando neste contexto a acção do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional.

No «capítulo» das propostas e convites aos seus diocesanos destes dois arciprestados, o Bispo de Aveiro sublinhou a importância da catequese e do testemunho das famílias que levam os seus filhos à catequese e à Eucaristia. Por outro lado, destacou a “centralidade da Eucaristia” e a necessária “formação dos leigos”, seja através do ISCRA, das escolas arciprestais ou de outras iniciativas. A formação cria “oportunidades de acolhimento dos ministérios”.

As paróquias devem partilhar

Às paróquias e aos arciprestados, enquanto estruturas de trabalho pastoral, D. António Francisco propôs que “estabeleçam pontes de comunhão”, nomeadamente para a partilha das boas iniciativas que as comunidades vão desenvolvendo, por vezes isoladamente. “Mostrai o bem realizado”, para que “possa ser conhecido pela Diocese”, frisou.

O Bispo de Aveiro propôs ainda “um serviço solícito para com os mais pobres” e realçou o “acolhimento do amor abençoado pelas famílias”, como sinal da fé e esperança da sociedade. Aos jovens pediu que sejam “evangelizadores dos outros jovens”. “Não tenhais medo. Cristo precede-vos no caminho”, afirmou.

Os jovens responderiam no final da Eucaristia com uma dinâmica em que soltaram balões com mensagens de compromisso elaboradas durante a caminhada inter-arciprestal da Quaresma, nos campos de Salreu (relatada no CV de 19 de Março de 2008), e oferecendo ao Bispo de Aveiro um quadro com a foto do Pastor emoldurada com imagens de actividades juvenis.