Portal sobre os PALOP’s e Timor

Dez anos de “Memória de África” O portal “Memória de África”, disponível em http://memoria-africa.ua.pt, surgiu em 1996, com o objectivo de descobrir e coleccionar a informação existente sobre África, disponibilizá-la através de um ponto centralizado e facilitar o acesso à informação. A iniciativa esteve a cargo de um consórcio formado pelo Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática da Universidade de Aveiro (DETI – UA), Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento (CESA) do Instituto de Economia e Gestão (ISEG) e Instituto de Investigação Científica e Tropical (IICT), instituição que cessou a participação em 2001, reunidos pela Fundação Portugal África.

Este portal é, na prática, uma biblioteca virtual em português, de acesso livre, que, para além de facilitar o acesso dos seus utilizadores a uma base de referências da memória dos conhecimentos em arquivos, centros de documentação, bibliotecas e ficheiros de instituições, individuais e organizações relacionadas com a temática do desenvolvimento e cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), disponibiliza um conjunto de obras raras ou únicas digitalizadas de consulta página a página. Por isso, e como realça uma nota emitida pela universidade aveirense, é “um instrumento fundamental, e pioneiro, na tentativa de potenciar a memória histórica dos laços que unem Portugal à África Lusófona”.

Constituído por duas bases, uma que em Outubro de 2006 continha cerca de 187 mil referências bibliográficas, e outra com cerca de 20 mil páginas digitalizadas, o portal apresenta informação agrupada em três grupos: referências bibliográficas, memória digital e informação de interesse geral.

Neste momento, a esmagadora maioria dos utilizadores da “Memória de África” usa-a devido à qualidade e riqueza do seu acervo bibliográfico, procurando monografias, mapas, livros, documentação cinzenta, jornais, revistas, etc., todos indexados de acordo com o Thesaurus Eurovoc, e as páginas digitalizadas de obras de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné e S. Tomé e do antigo Banco Nacional Ultramarino.

Apesar dessa qualidade e riqueza, os responsáveis pelo “Memória de África” consideram que o portal terá de investir mais numa nova frente: a dos conteúdos digitais, de modo a que “deixe de ser uma biblioteca virtual, com apontadores para os locais onde as fontes se encontram, para se transformar também numa biblioteca digital, disponibilizando os conteúdos na forma digital”.