Portugal pode minimizar a crise económica

Ministro da Economia no Fórum Empresarial Se nos últimos três anos a situação económica portuguesa já era difícil, devido à conjuntura económica mundial, “no futuro ainda será pior”, realçou o Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, no 1º Fórum Empresarial da Região de Aveiro, subordinado ao tema “As PME e a economia real”, que decorreu no Centro Cultural de Ílhavo, no dia 20 de Junho, numa iniciativa da AIDA – Associação Industrial do Distrito de Aveiro.

Apesar dessa constatação, o governante afirmou que Portugal conseguiu minimizar os impactos negativos da conjuntura na economia nacional, havendo mesmo ligeiras melhorias em diversos sectores relevantes, nomeadamente na quantidade e, sobretudo, na qualidade das exportações portuguesas, nas quais se destacam actualmente produtos que incorporam média e alta tecnologia, ficando o nosso país ao nível qualitativo dos produtos exportados por países como a Espanha e a Itália.

Outro dado importante que dá esperança ao Ministro num futuro melhor tem a ver com o facto de uma percentagem elevada das empresas que estão a ser criadas se inserirem no sector dos serviços de apoio à indústria, e destas, cerca de 25% têm cariz inovador, e não tanto na área do comércio, como vinha acontecendo. Também tem havido um acentuado crescimento do empreendedorismo, que o governante considera como sendo o motor da economia e da qualidade de vida.

Para Manuel Pinho, as “PME são a coluna vertebral da economia europeia e da portuguesa”, empresas que constituem cerca de 99% do tecido empresarial do distrito de Aveiro, como sublinhou o presidente da AIDA, Valdemar Coutinho.

Como “o distrito de Aveiro é um dos distritos economicamente mais dinâmicos do país, com um espírito empresarial ímpar”, o Ministro da Economia e da Inovação está convicto de que os empresários do Distrito de Aveiro conseguirão atrair para cá um ou mais “pólos de competitividade” e “clusters”, os novos centros empresariais de excelência, que o governo irá criar por iniciativa dos próprios empresários.

O secretário de Estado da Indústria e da Inovação, Castro Guerra, reforçou a ideia de Manuel Pinho, ao dizer que actualmente “há cada vez mais jovens empreendedores” e também “mais instituições capazes de transformar projectos em empresas”, projectos que, cada vez mais, surgem por iniciativa de jovens estudantes universitários.

“Passar à prática”, deseja Ribau Esteves

O presidente da Câmara Municipal de Ílhavo e da Grande Área Metropolitana de Aveiro, Ribau Esteves, afirmou que “não vale a pena perder mais tempo com a caracterização dos problemas” da região, porque esse trabalho está definido há muito tempo. Por isso, é tempo de “passar à acção”.

Nesse sentido, a GAMA elaborou um “plano territorial de desenvolvimento”, baseado em cinco áreas de acção prioritárias, com vista à captação de fundos do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) 2007 / 2013, bem como promover a coesão territorial e criar escala política e económica.

A aposta na diferenciação dos valores identitários (que são únicos e exclusivos da região), como a Ria de Aveiro, entre outros, é outra das ideias defendidas por Ribau Esteves, para quem os autarcas da GAMA devem lutar em conjunto pela concretização dos projectos da região e também de cada um dos municípios. A região de Aveiro “deve ser solidária com as outras regiões, mas, acima de tudo, deve ser solidária consigo própria”, afirmou o presidente da GAMA.