Sinto a dor de perder mais um colega, numa morte, totalmente, inesperada.
Recordo um retiro, um dos primeiros anuais (casa dos Dehonianos, em Esgueira), que ele pregou ao meu curso, ainda no Seminário Menor. A minha devoção e piedade, se as tenho, foram “sistematizadas” a partir daí.
Recordo, também, o seu jeito de conversar pequeno e leve, totalmente, interessado e modesto. Sempre procurando a sintonia diocesana.
Procurava edificar sem impor nada.
Transparecia como padre-homem, totalmente, moldado espiritualmente pelo “Lava-pés”. Ofertório completo e anónimo, até ao fim. “Homem-sombra” com Luz Própria.
Que Deus nos conceda a partilha do seu Dom da Fidelidade Ministerial.
Vou rezar por ele, o “nosso” padre Cartaxo, na próxima missa, ainda hoje… Agradecido (e assustado…) pelo seu “totalmente”.
Pedro José, missionário no Brasil
