“As crianças quando pensam ‘no que querem ser quando forem grandes’, também pensam em chegar a professores. Consideram, ingenuamente, que, quando o forem, deixarão de ter aulas, não preencherão testes, evitarão a leitura de tantas matérias. Mas, se alguns chegam a ter esta profissão, o “mito” é desfeito e o ritmo em nada abranda”, foi uma das conclusões da acção “Estratégias de Implementação do Programa de Educação Moral e Religiosa Católica na sala de aula”, promovida pelo Secretariado Diocesano do Ensino Religioso nas Escolas, e que trouxe a Aveiro, no passado dia 12, dois especialistas na formação de professores.
Jorge Paulo e Cristina Sá Carvalho, docentes na Universidade Católica Portuguesa, transmitiram dados preciosos e nada “inertes”, sobre a abordagem pedagógica na sala de aula. Com uma comunicação muito prática e clarividente, firmaram registos muito interessantes sobre a especificidade do ensino religioso na escola, criticando as vicissitudes e virtudes do quadro actual.
Os cinquenta professores presentes mostraram-se intensamente cativados pela forma e conteúdo da acção.
A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, com o seu currículo peculiar, tem passado por momentos difíceis e ataques sucessivos. Os seus docentes estão conscientes destas dificuldades, mas não deixam de sentir que é urgente a renovação de programas e metodologias. No quadro de formação e de aperfeiçoamento, sente-se, na Diocese de Aveiro, a vontade de melhorar a competência pedagógica do Ensino Religioso nas Escolas.
José Pedro Negrão
