Quatro livro para o Ano Sacerdotal

Sacerdotes para o nosso tempo

José A. Martínes Puche, O.P.

Gráfica de Coimbra – 2

260 páginas

Sacerdos. Apontamentos de Espiritualidade Sacerdotal

Gonzalo Aparicio Sánchez

1. Tentações e desafios do sacerdote actual

Gráfica de Coimbra – 2

240 páginas

Sacerdos. Apontamentos de Espiritualidade Sacerdotal

Gonzalo Aparicio Sánchez

2. Oração, espiritualidade e vocações sacerdotais

Gráfica de Coimbra – 2

230 páginas

Seguidores e Testemunhas

Juan María Uriarte

Gráfica de Coimbra – 2

170 páginas

No espaço de poucas semanas, a Gráfica de Coimbra – 2 lançou uma série de livros sobre a espiritualidade sacerdotal, naturalmente a pensar no Ano Sacerdotal proclamado por Bento XVI.

Os livros destinam-se essencialmente aos padres – deverão ser eles os primeiros interessados em avivar a sua própria espiritualidade –, mas como todos os autores referem, num ou noutro momento, destinam-se também aos leigos, que, lendo os livros, podem “aprender a conhecer, a amar e a ajudar os seus padres” – para citar Gonzalo Aparicio Sánchez.

“Sacerdotes para o nosso tempo” é uma antologia dos textos de João Paulo II e de Bento XVI sobre o sacerdócio ministerial. José A. Martínes Puche apresenta-nos, na primeira parte, pequenos textos de João Paulo II, quase como se fosse um dicionário temático sobre o sacerdócio, seguidos das cartas que o Papa Wojtyla escrevia a todos os padres na Quinta-feira Santa, dia do Sacerdócio. Na segunda parte, surgem os “textos sacerdotais” de Bento XVI até 9 de Abril de 2009. Provêm das Quintas-feiras Santas, mas também das visitas “ad limina” ou de encontros com os seminaristas.

De autoria mais personalizada são os dois volumes de Gonzalo Aparicio Sánchez. Os índices são por si só elucidativos e constituem todo um programa de formação. Vejamos as tentações do padre actual (adaptado a partir do índice):

1.ª Desconfiança relativamente à eficácia do seu trabalho pastoral por causa das igrejas vazias e da cultura da pós-modernidade.

2.ª A crise do padre vem de uma má administração dos sacramentos.

3.ª Baptismos sociais, primeiras comunhões sociais, casamentos sociais.

4.ª Maior solidão afectiva do padre moderno, num mundo com mais sexo e menos amor.

A principal causa destas tentações, diz o autor, não é sociológica nem teológica mas espiritual. Por isso, além de apontar os desafios que cada uma das tentações comporta (o lado positivo de qualquer tentação é um desafio), sugere ajudas espirituais e pastorais para sair da crise. A segunda parte do primeiro volume apresenta notas para a formação cristã do celibato.

No segundo volume, o padre espanhol traça uma espiritualidade sacerdotal a partir da oração da ordenação sacerdotal. Recorde-se que segundo a ordenação, o padre a) é pregador do Evangelho, b) é dispensador dos mistérios de Deus, c) é implorador da misericórdia de Deus, tudo isto para c) formar o povo sacerdotal. A segunda e a terceira parte são dedicadas, respectivamente à oração na vida do padre e ao apostolado das vocações. Estes dois livros, apesar de por vezes parecerem desarrumados e repetitivos nas ideias, têm instituições muito interessantes para reavivar a vivência do sacerdócio ministerial.

“Seguidores e testemunhas” é a sistematização de apontamentos que Juan María Uriarte foi coligindo a partir de trabalhos em retiros, exercícios e jornadas com sacerdotes. O livro divide-se em seis capítulos, muito apoiados na Bíblia: Presbíteros, sinal sacramental de Cristo pastor; Seguir Jesus como Presbíteros; Seguidores de Cristo até à cruz; Testemunhas qualificadas do Ressuscitado; Jesus Cristo Ressuscitado é o Senhor; Jesus Cristo presente pelo seu espírito na nossa vida e ministério; e Fiéis a Jesus Cristo. A fidelidade, diz o autor, é modesta, progressiva (2 Cor 3,18; 4,16), concreta e realista (Lc 19,17) e agradecida (1 Cor 1,4-9).