Quatro livros para um tempo diferente

As feridas que curam

Reflexões sobre a Paixão

e a Páscoa

Domenico Pezzini

Paulinas, 108 páginas

“Levar a sua cruz” equivale quase sempre a “sofrer uma provação”, “resignar-se ao inevitável”, “sofrer sem lamentar-se”. Mas não tem de ser assim. Há uma forma incorrecta de entender a cruz, que empobrece e reduz o seu significado e produz uma visão sofrida e tétrica do cristianismo, onde a fé, em vez de funcionar como forma dinâmica e positiva, leva a que a pessoa se dobre sobre si mesma, numa atitude lamurienta e vitimista.

Dez meditações intensas sobre levar a cruz, o fracasso, a desolação, a amizade e as feridas que curam. Pode não parecer, mas é um livro sobre a alegria profunda que brota da cruz.

Frase-chave: “E no Calvário também pode surgir um jardim”

A Alegria da Conversão

Ignacio Iglesias

Editorial A.O., 102 páginas

A conversão tem duas faces inseparáveis, como uma moeda, uma página ou uma mão. Mas trata-se de uma única realidade. É mudança (“metanóia”, em grego), uma espécie de intervenção cirúrgica interna para extirpar apegos desordenados que o ser humano tem a rara habilidade de reduzir, com frequência, a pura cirurgia estética externa, e é retorno (“epistrofé”), volta, orientação consciente da vontade e de toda a pessoa para Deus.

Este livro fala da conversão individual, mas acentua a dimensão eclesial (“Igreja, comunidade de convertidos”). E tem um capítulo ousado (e que está na origem de tudo): “A conversão de Deus”.

Frase-chave: “O mundo passará a ser, para o convertido, uma tarefa que lhe é confiada e à qual se dedicará de alma e coração”.

Celebremos a Quaresma e a Páscoa

Stella Maris Wiaggio

Paulus, 158 páginas

Os símbolos da Quaresma são: as cinzas, o deserto, os quarenta dias e o jejum. As personagens são Adão e Eva, Noé, Abraão, Moisés, os Profetas, a Samaritana, Lázaro e Jesus. São estes, mas podiam ser mais. E depois há outros tantos símbolos e personagens da Páscoa. Numa linguagem simples, são apresentadas dinâmicas para viver em grupo estes tempos fortes.

Frase-chave: “Morrer para tudo o que se opõe ao projecto de Deus. Celebrar com Cristo o nascimento para a nova vida. Viver com energia e entusiasmo para anunciar ao mundo que o Senhor está vivo”.

Para Vivermos como Filhos

Lectio Divina sobre os Evangelhos Feriais do Tempo da Quaresma

Franco Manenti

Paulinas, 164 páginas

A estrutura é simples. Da Quarta-feira de Cinzas até ao último Sábado são-nos oferecidos os evangelhos dos dias da semana e uma meditação em quatro momentos: Leiamos o texto (releitura do texto a pensar numa questão que ajuda a apreender o essencial desse trecho dos evangelhos); Meditemos a Palavra (trata-se de entrar em diálogo com a Palavra de Deus com o auxílio de duas ou três perguntas fulcrais); Rezemos com a Palavra (a oração como resposta; pode ser de louvor, súplica, perdão…); e Vivamos a Palavra (o importante é que a Palavra dê fruto; que decisões tomas a partir do texto escutado, meditado e rezado?).

Frase-chave: “Para relançar a minha fé, hoje reflectirei sobre os obstáculos que encontro; farei sobretudo emergir as situações em que procuro a minha glória, o meu interesse, e não a glória e o interesse do Senhor. Depois, apresentarei ao Senhor o resultado da minha ‘pesquisa’”.