Na Rua No dia 19 de Abril de 2005, com a eleição do cardeal Joseph Ratzinger para Papa, uns ficaram agradados, outros surpreendidos; e houve mesmo quem manifestasse o seu desacordo. Dificilmente alguém ficou indiferente. Passado um ano, fazem-se os primeiros balanços. Daí a pergunta:
Deolinda Serralheiro, 66 anos, directora do Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro
Criou grande expectativa e trouxe novidade a encíclica “Deus é amor”, por ter ido buscar aspectos do amor que eram tabu na Igreja, como a dimensão de “eros”. A encíclica deu um novo tom ao pontificado deste Papa. Pelo facto de ele não aparecer tanto e por dizer que deseja a colaboração dos cardeais, parece que deseja valorizar a colegialidade – um aspecto importante do Concílio e que andava um pouco esquecido.
Vítor Martins, 59 anos, bombeiro,
Oliveira do Bairro
Para mim, ao contrário do que muitos diziam, que era duro e conservador, talvez devido à sua nacionalidade alemã ou por ter sido prefeito da congregação da Doutrina da Fé, este papa tem dado sinais de ser carinhoso e sincero. Marca pela positiva. Não tem um carisma como o outro [João Paulo II], mas uma pêra não é igual a uma maçã. Cada fruto tem as suas vitaminas.
