“Que sonho comanda a China?”

Centro Universitário Fé e Cultura dedate emergência da potência do Oriente.

“Gigante adormecido a acordar”, “ameaça amarela”, “única potência capaz de fazer frente à hiperpotência americana”, “país que vai mandar no séc. XXI”… Estas têm sido algumas das expressões aplicadas à China.

A afirmação do Império do Meio em tempos de globalização coloca muitas questões, e não apenas económicas. Escrevia o Courrier Internacional de 6 de Outubro de 2006: “A China afirma-se no plano internacional. Os dirigentes chineses percorrem o planeta, com predilecção pelos países petrolíferos do Sul. Assinam contratos e inauguram os institutos de cultura Confúcio. Os seus soldados participam em missões de manutenção da paz, os seus operários constroem pontes e fábricas. Será um “neo-colonialismo” galopante em territórios do Ocidente? Não, apenas um plano razoável de trocas equitativas, rumo a um mundo harmonioso, responde Pequim”.

Para conversar sobre estas e outras questões, o Centro Universitário Fé e Cultura convidou João de Deus Ramos, diplomata de carreira, actualmente Administrador da Fundação Oriente. Como “Encarregado de Negócios com Cartas de Gabinete”, João de Deus Ramos teve a seu cargo a abertura da Embaixada de Portugal em Pequim, em 1979, e foi Conselheiro dessa embaixada, até 1981. No Oriente e Extremo Oriente, entre outras funções, foi secretário de Embaixada em Tokyo, Japão, de 1972 a 1975, Secretário-Adjunto para os Assuntos de Transição do Governo de Macau, em 1990-91; e Embaixador de Portugal no Paquistão, de 1991 a 1993.

A sessão realiza-se no CUFC, no dia 8 de Novembro, com início às 21h. Modera o encontro Manuel Serrano Pinto, da Associação para a Cooperação Cultural Portugal – China.