QUERCUS chumba Marina da Barra

Na sequência do processo de consulta pública do Estudo do Impacte Ambiental relativo à Marina da Barra, a QUERCUS denuncia que este projecto introduzirá impactes negativos muito significativos em toda a área e em vários secores, nomeadamente a nível ambiental, social e de ordenamento do território.

Aquela organização ambientalista alerta para o perigo da ocupação irreversível do Domínio Público Hídrico, para a destruição permanente dos bancos de bivalves e para o aumento de pressão humana numa zona que, por si só, já possui um índice de ocupação muito elevado.

Ainda lembra as complicações que não deixarão de surgir a nível da rede viária, da qualidade do ar devido ao grande movimento de veículos, ao aumento das dificuldades de evacuação em situações de acidente e à desvalorização do valor cénico do canal de Mira, devido à implantação do novo aglomerado urbano com elevados índices de ocupação e volumetria.

Por outro lado, aquela associação ambientalista sublinha os impactes negativos que transgridem a legislação em vigor, tanto a nível nacional como comunitário, sobretudo no que diz respeito à destruição permanente de Habitats naturais.

A QUERCUS frisa que o projecto da Marina da Barra surge como pretexto para lotear a Ria de Aveiro e vendê-la aos interessados no lucro fácil, à custa do prejuízo de muitos, denunciando as campanhas que estão a ser desenvolvidas no sentido de que tudo venha a ser aprovado.

Entretanto, o presidente da autarquia ilhavense, Ribau Esteves, não se cansa de afirmar que o projecto terá em conta todos os impactes negativos anunciados, garantindo que tudo estará salvaguardado. Adiantou mesmo ao Correio do Vouga que a Marina da Barra irá ser uma realidade, porque se trata de uma mais-valia para o concelho de Ílhavo e até para a região.