Reconhecer-se pecador

Reaprender…para viver melhor A preparação remota para a Eucaristia faz-se pela celebração autêntica da Reconciliação. No seguimento desta advertência do Bispo da Diocese, um conjunto de pronunciamentos do saudoso Papa João Paulo II – desde a encíclica Dives in Misericordia à exortação apostólica Reconciliatio et Poenitentia, à carta apostólica Tertio Millenio Adveniente, passando por pequenas intervenções – constitui para nós um verdadeiro “manual” da Confissão. Disso vamos dar nota, com o intuito de redescobrirmos o sentido da Reconciliação. Eis o que ensina o Papa.

Como escreve o apóstolo São João: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se reconhecermos os nossos pecados, Deus, que é fiel e justo, perdoará os nossos pecados” (1Jo.1,8s). (…) Reconhecer o seu pecado é, se quisermos aprofundar o conhecimento da nossa persona-lidade – reconhecer-se pecador, capaz de pecado e inclinado ao pecado, é o princípio indispensável para voltar para Deus.

Muitos já não vêem em que pecaram e, ainda menos, se pecaram gravemente; e, sobre-tudo, não vêem por que motivo deveriam pedir perdão diante de um representante da Igreja (Alocução de 1/4/82).