Reflexões dominicais do P.e Rocha publicadas em livro

P.e Rocha: “Escrevi para cada domingo e não a pensar no livro”
P.e Rocha: “Escrevi para cada domingo e não a pensar no livro”

“Retalhos da vida de um padre”, diz o Bispo de Aveiro, em “sintonia com a dimensão que o Papa Francisco quer implementar”.

 

O P.e Manuel Joaquim Rocha lançou um livro que faz pensar em “retalhos da vida de um padre”, que conta a vida, que está em “sintonia com a dimensão que o Papa Francisco quer implementar”, ou seja, a “alegria do Evangelho”, além de manifestar a “cultura vasta do seu autor” – ideias de D. António Moiteiro na apresentação de “Pelos canais”, na noite do dia 26 de junho. O livro recolhe parte das crónicas que o pároco da Vera Cruz escreveu na folha dominical “O Canal”. O resultado da sua venda (12,50 euros por exemplar no dia do lançamento e 15 euros a seguir) contribui para pagar as recentes obras da igreja paroquial. O templo, como observou o Bispo de Aveiro, está a completar o quarto centenário da sua dedicação.
Na apresentação do livro, perante cerca de uma centena de pessoas, o jornalista Jorge Pires Ferreira apontou cinco razões para ler o livro do P.e Rocha: 1) Porque são as palavras de um pastor. Sendo o padre o homem do Pão e da Palavra, é obrigatório que todos os padres ofereçam as suas palavras de conselho, conforto, exortação, louvor. Alguns fazem-no em livro. 2) Porque no livro encontramo-nos. A comunidade revê-se em frases e episódios porque muitos deles são retirados precisamente das vivências da comunidade paroquial da Vera Cruz. 3) São meditações breves, de minuto e meio. Não cansam. Estão bem escritas, são diretas. 4) Encontramos a pequena história que ilumina, o caso que provoca o pensamento, a situação que faz refletir. Da vida para a vida. 5) Os textos remetem para outra narrativa, para outro encontro. Publicados primeiramente no “Canal”, remetem para o lago da Galileia e para o “Senhor do Lago”. Daí o subtítulo: “Vou ao encontro, vivo a alegria”.
O P.e Manuel Joaquim Rocha disse que foi escrevendo os textos para cada domingo, e não a pensar num livro, e que ficou particularmente contente quando soube que os do primeiro volume eram lidos diariamente por idosos num centro de dia de Calvão.
Interveio também o presidente da Freguesia Glória e Vera Cruz, Fernando Marques, que elogiou o pároco, não só pelo livro mas porque “sabe lutar por alguma coisa, porque os milagres não acontecem por acaso”, disse, referindo-se às obras da igreja e a outras de cariz social.
A sessão, na igreja paroquial, contou ainda com dois momentos musicais proporcionados pelo saxofonista Henk van Twillert. Holandês de nascimento, há uns anos radicado em Aveiro, o músico disse que tem fé protestante, mas vê no padre Rocha, que é pároco da Vera Cruz desde 2001, “um amigo”. “É o meu padre”, disse.