“Reisadas”

Olho de Lince O espectáculo era encantador: centenas de crianças, enquadradas por professores e familiares, fatos variados e multicolores, coroas as mais variadas, música… Festejavam-se as “reisadas”, na terra berço da nacionalidade.

Não fora uma pergunta falsa do locutor, no seu denodado esforço de fazer com que as crianças participassem na reportagem, tudo foi perfeito. Sobretudo, o conhecimento que alguns mostraram das personagens que representavam; e a música – o “hino” – que constituía o pano de fundo da manifestação, com referência explícita ao Menino.

Pairava no ar a alegria da festa e o sabor da cultura! Estava ali um pouco da alma portuguesa. Estava ali o histórico juntinho com o imaginário!

De repente, estremeci. E perguntei-me se não virá um dia em que um “iluminado” reclame a neutralidade daquele espaço público e que seja banido do quadro de actividades das escolas este evento. Mas sosseguei-me com a esperança de que tal não acontecerá, pelo menos enquanto houver “atrevidos” que vão “cantar os reis” à porta do Palácio de Belém.

Q.S.