Rito da comunhão (II)

Reaprender… para viver melhor O rito da comunhão é enquadrado por dois gestos profundamente significativos: a Oração dominical ou Pai-Nosso e o rito da paz.

A Oração dominical – O Pai-Nosso é a oração da família dos filhos de Deus, reunidos na casa do Pai para redobrar a sua confiança e acolher os Seus dons. Deve cantar-se ou rezar-se pausadamente. Por vezes reza-se num ritmo tão rápido que não é possível fixar-se no que se diz e enriquecer-se com os sentimentos que se expressam.

É a oração que Jesus nos ensinou! Um autêntico programa de vida! Reconhecer a nossa proximidade de filhos, a Sua intimidade de Pai, a harmoniosa relação fraterna… E abrir o coração para que nos deixemos moldar pelo Seu projecto, para que sejamos portadores dos valores do Reino, sinais, já no quotidiano, da vida em plenitude que nos está reservada! Dispormo-nos a uma vida de sobriedade, que não impeça de dar o primeiro lugar a esses valores, a começar pela alegria de perdoar, porque nos sabemos perdoados!…

Não se conforma esta riqueza de intimidade com o Pai, no Filho, pela moção do Espírito, esta riqueza de fraternidade – mergulhada na sua fonte, que é a paternidade de Deus – com barulhos, acrescentos de palavras e de sons. A Oração dominical – porque é a expressão da realidade do Domingo, Dia do Senhor, do Homem, da Família, da Comunidade… – rezada pausadamente, ou cantada com melodia apropriada, é um momento de comunhão profunda, a preparar o acolhimento da comunhão eucarística.

Q.S.