Rota da Luz espera resposta do Estado

Congresso Regional de Turismo Para o presidente da Região de Turismo da Rota da Luz, Pedro Silva, os objectivos propostos para o 1º Congresso Regional de Turismo, que decorreu em Aveiro, por iniciativa da Rota da Luz, foram totalmente atingidos.

O congresso permitiu que os agentes ligados ao sector do turismo que actuam na região da Rota da Luz se pudessem conhecer, bem como “encontrar complementaridades de trabalho e até cumplicidades de trabalho”. Esse facto é, no dizer de Pedro Silva, um sinal de que “iremos trabalhar todos juntos”.

A par disso, o congresso foi também um ponto de troca de experiências, nomeadamente pela participação activa, como oradores, de empresários e investidores na área do turismo, que revelaram alguns dos factos de sucesso das suas empresas, mas também apresentaram factores que podem contribuir para desmotivar o investimento no sector turístico.

O Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) também foi analisado por diversos palestrantes, entre os quais Jorge Umbelino, do Instituto de Turismo de Portugal, e Pedro Silva, da Rota da Luz. Ambos consideram o documento como essencial para o sector, mas divergiram quanto a algumas das suas prioridades e produtos. Pedro Silva defende a inclusão da Ria de Aveiro no PENT, bem como uma maior relevância na promoção externa (no estrangeiro) do turismo náutico, sector onde a Ria de Aveiro pode assumir uma posição única a nível mundial.

Margarida Belém, técnica da Rota da Luz, apresentou os seis eixos estratégicos daquela região de turismo, que são: “Conhecimento” – conhecer e planear as acções, e difundir a informação; “Envolvimento” – articular todos os agentes de turismo e organizar a oferta; “Qualificação” – qualificar os serviços e recursos humanos na área da Rota da Luz; “Inovação” – inovação e dinamização dos serviços da Rota da Luz, no âmbito do plano tecnológico; “Posicionamento” – posicionar-se no mercado como uma das mais eficazes regiões de turismo e certificar a marca “Aveiro”; “Crescimento e desenvolvimento”, que é o corolário dos outros cinco eixos, e visa o aumento do tempo de estadia e a conquista de novos mercados.

O presidente da Grande Área Metropolitana de Aveiro, Ribau Esteves, afirmou que “não faltam projectos e intenções de investimento na GAMA, para termos aqui um destino turístico”. Mas, para isso, em sua opinião, “é fundamental buscar dinheiro de entidades privadas”.

Associação de Hoteleiros da Rota da Luz

No Congresso Regional de Turismo foi apresentada a Associação de Hoteleiros da Rota da Luz, entidade que pretende aglutinar os empresários de hotelaria que operam na área geográfica da Região de Turismo da Rota da Luz.

O sector hoteleiro assume grande importância em qualquer região turística, e a região da Rota da Luz não é excepção, tanto pelo número e qualidade dos empreendimentos já instalados, como pelos projectos de investimento previstos para o sector.

Com a criação da Associação dos Hoteleiros da Rota da Luz, actualmente liderada por Óscar Damaya, do Hotel Paraíso (de Oliveira do Bairro), os hoteleiros passam a actuar de forma organizada, nomeadamente em termos promocionais, e a Rota da Luz ganha um interlocutor com nova dinâmica e representativo de todo o sector hoteleiro.

Neste momento, e como não existe qualquer associação que aglutine o sector da restauração, está aberta a possibilidade dos restaurantes também integrarem a Associação dos Hoteleiros da Rota da Luz.

Arranque em Setembro de 2007

Escola Profissional de Turismo

Em Setembro de 2006 foi criada a Escola de Formação Profissional de Turismo de Aveiro, instituição que iniciará o seu trabalho lectivo em Setembro de 2007, conforme revelou o seu responsável, Manuel Torrão.

Segundo Manuel Torrão, o concelho de Aveiro “tem condições para ter uma escola de turismo”, tanto mais que na região Rota da Luz só a Escola Profissional de Vagos ministra um curso na área do turismo.

A Escola de Formação Profissional de Turismo de Aveiro irá ministrar cursos direccionados para públicos distintos. Assim, haverá cursos profissionais, com a duração de três anos, que darão equivalência ao 12º ano do ensino secundário, destinados a jovens com o 9º ano do ensino básico. Para jovens com o 12º ano, haverá cursos de especialização tecnológica (CET).

A par dessa formação curricular, a Escola de Formação Profissional de Turismo dará formação para activos que já trabalham na área do turismo; formação de adultos (activos ou desempregados) que pretendam ingressar no sector do turismo; e cursos profissionais especializados.

As áreas de intervenção deverão cobrir diversos sectores, como restauração, hotelaria e outros serviços relacionados com turismo.