Santa Sé alerta para o drama da lepra

O Cardeal Javier Lozano Barragán, presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, afirma na mensagem para o 53º Dia Mundial dos Leprosos, que se celebra no dia 29 de Janeiro, que, “apesar de os progressos científicos, farmacológicos e médicos nos permitirem, hoje em dia, ter à disposição fármacos e formas de tratamento para curar a lepra na sua fase inicial, ainda há um vasto número de doentes e de regiões do mundo que ainda não têm essa possibilidade”.

A mensagem aponta dados da Organização Mundial da Saúde sobre o número de casos declarados no início de 2005: 47.596 na África; 36.877 na América; 186.182 no sudeste asiático; 5.398 no leste mediterrânico; 10.010 no pacífico oeste.

Apesar de manifestar satisfação pelos resultados (em 2001 havia 763 mil leprosos; em 2005 há 407 mil), o Cardeal Barragán refere que “uma eventual diminuição na atenção que é dada a este problema seria especialmente prejudicial, especificamente no momento em que, se quiséssemos, um esforço final poderia ser feito para finalmente eliminar a doença da lepra, em todas as partes do mundo”.