Colaboração dos Leitores Ontem, ao abrir o nosso querido jornal Correio do Vouga (CV), li na 2.ª página: “Diga-nos o que pensa deste jornal”. Pensei logo em dar uma resposta na volta do correio. Ela aí vai.
Dou graças a Deus por ter ensejo de manifestar-lhes as impressões, de superior agrado, que desde há muito tenho do V. jornal e dos “capitães” que vão ao leme.
Eu tive conhecimento do CV no café “O Merendeiro”, ao fundo do largo da Sé – numa das muitas visitas que faço à linda cidade de S.ta Joana, que admiro e aprecio. Sou não só assinante mas fervoroso leitor de fio a pavio do CV. Chega aqui na 4.ª feira. Se se atrasa um dia, fico triste (é o passarinho que espera ansioso pelo bichinho que a mãe lhe traz para lhe matar a fome), e hoje todos nós temos fome de Deus, que é Caminho, Verdade e Vida e… até de novidades na fé. Sosseguem. Vão ficar distintos, “suma cum laude”, neste meu exame.
Não faço críticas a quem vemos que tem um ideal tão alto e dignamente o está cumprindo. Trago, sim, um comboio de louvores e parabéns a toda a equipa – a começar pelo grande escritor que é D. Marcelino, que por um triz não foi Bispo da Guarda. Sabe remar contra a maré, e incomoda certos “meninos” instalados na avenida. Não fazer ondas, deixar correr. Estar com a maioria… (…) Eu creio que há pecados de omissão, e o clero que tem a arma do jornalismo na mão e a não sabe manejar comete essa grave falta.
E que dizer do simpático, zeloso e carismático director, P.e Querubim? Que desde há muito o conheço e admiro nas suas e minhas andanças pelas bandas de S. João de Loure?
Parabéns, P.e Querubim. “Clama ne cesses”, como se lê na Bíblia. Admiro o V. cuidado em dar realce a todos os movimentos da juventude católica, que Portugal já perdeu – menos em Aveiro. Devem continuar. Só deste modo se constrói o mundo melhor.
Aprecio imenso a coluna humorística. Até há padres que não sabem que “Deus é alegre”. [Devemos] seguir, pois, como Demócrito: “Ridendo castigat mores” [“Como riso se castigam os costumes”]. Sugestões? Apenas uma, esta. Fico a rezar ao Espírito Santo. Às vezes nem com legenda entendo o vosso cartunista. Longe vai o saudoso P.e Nunes Pereira (…).
Como esta carta já vai longa – como os sermões que, mal preparados, não encontravam a porta de saída – devo rematar com a chave de ouro, como fazem nos sonetos os poetas. Aí vai a oferta de uma nova assinatura (…). Fico a rezar por todos e desejo os melhores frutos para o “apostolado” do V. jornal.
P.e Carlos Martins, Foios, Guarda
