Sonhos de muito dinheiro e pouco esforço

Uma pedrada por semana Os desequilíbrios sociais são cada dia mais frequentes. Nem todos os cidadãos são de primeira, nem para todos há iguais oportunidades, nem a voz dos que mais gritam chega mais longe, nem os problemas de todos, mesmo que tenham por detrás grandes sofrimentos, têm igual urgência. Até na justiça, onde parecia que não entravam nem favores nem privilégios, as coisas andam baralhadas.

Sob os nossos olhos, um panorama recente: jovens que chutam bem, viram multimilionários. Gente que trabalha até ao limite, não passa da cepa torta. Os mais novos, ao verem estes modelos, sonham com paraísos de muito dinheiro e pouco esforço, e as coisas orientam-se para lhes dar o jeito. As suas festas comemorativas, sem se saber bem o que comemoram, metem álcool sem controle, experiências sem responsabilidade, atitudes sem maneiras, nem sentido. E não falta quem a defenda, mesmo nas coisas onde a vergonha, a educação, o respeito pelos outros e por regras de conduta de gente normal nada contam.

A pedrada tanto vai para denunciar como para acordar.

Almeida Camilo