Teoria e prática da fé

LIVROS A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS), presente há dez anos em Portugal (comemora-os em Outubro), lançou dois livros que funcionam como “despertadores da fé”. Um traz a teoria, o outro a prática. O primeiro é “Eu Creio. Pequeno Catecismo Católico”. O Segundo: “Igreja de Mártires. Os novos Santos da Ucrânia”.

“No séc. XX, a Ucrânia não só enfrentou um curto reinado de terror nazi, como também sobressaiu como um dos países que carregou o peso de uma prolongada tentativa de erradicação da fé cristã pela espada”, escreve no prefácio Marko Tomashek, responsável pelos Departamento de Projectos da Europa de Leste da Ajuda à Igreja que Sofre. Neste livro-documento, coligido pela Universidade Católica Ucrania-na, é apresentada a vida e os testemunhos de 17 mártires e confessores da fé ucranianos, entre os quais se encontra Josyf Slipj, metropolita greco-católico, que durante 18 anos foi mantido prisioneiro pelos soviéticos nos campos de trabalho da Sibéria, os célebres “gulags”.

Quanto a este catecismo, a Congregação para o Clero, no documento de aprovação, reproduzido nas primeiras páginas da obra, considera-o um “instrumento muito útil para a catequese” e “uma contribuição concreta para o serviço que a Igreja deve prestar ao homem, para o confirmar na fé”.

Ambas as edições têm um “design” cuidado. O livro sobre os mártires reproduz retratos dos novos santos da Ucrânia, enquanto “Eu creio” é ilustrado com belíssimas imagens, sem, no entanto, referir o autor.

Como é hábito nas edições da FAIS, o dinheiro obtido com estes livros financiará projectos de apoio à Igreja Católica em locais onde ser cristão ainda é muito complicado.