Livro Tratado da Oração, do Jejum e da Esmola
Frei Luís de Granada
Paulinas
254 páginas
Este “Tratado da Oração, do Jejum e da Esmola” é a terceira parte de um livro maior, o “Livro de la Oración y Metitación”, publicado em Salamanca em 1554. A obra foi polémica na altura e chegou a integrar o catálogo dos livros proibidos da inquisição espanhola. Melchior Cano, confrade do autor e teólogo famoso, concordava com a Inquisição: “Frei Luís justamente será repreendido por ter prometido caminho de perfeição comum e geral a todos os estados, sem votos de castidade, pobreza e obediência…” Luís de Granada dirigia-se igualmente aos leigos num tempo em que eram menorizados. Levava cinco séculos de avanço.
O presente “Tratado” aborda sobre as virtudes e as excelências da oração, do jejum e da esmola – as três atitudes clássicas do tempo quaresmal. Se o leitor do século XXI não se sentir repelido pela prosa do “século de ouro” espanhol, tem aqui sábias lições de espiritualidade.
O autor
Luís Sarria nasceu em 1504 em Granada (Espanha). Professou pelos dominicanos em 1525. Foi prior dos conventos de Córdoba, Palma, del Rio e Badajoz antes de chegar a Portugal, em 1550. Em Lisboa, foi superior dos dominicanos portugueses, confessor do rei, recusou ser bispo de Viseu e arcebispo de Braga e publicou numerosos livros de espiritualidade. As suas obras completas, publicadas novamente em Espanha nos últimos anos completam 51 volumes. Frei Luís de Granada morreu em 1588. Os seus restos mortais repousam na Igreja de São Domingos, em Lisboa.
