Uma pedrada por semana As mães, ninguém as vence. Teimosas até mais não. Não lhes digam “Chega!” porque elas não param. São mães. Está tudo dito.
A Igreja também é mãe. Muitos filhos não a entendem, outros não concordam com os seus exageros de mãe, e não faltam os que abusam do seu amor, cego como todos os amores de verdade. Mas a porta não se fecha, a esperança não se esgota, os filhos são sempre filhos.
Este tempo de Verão torna muitos filhos mais turbulentos. Uns que já não sabiam a porta de casa irrompem agora por ela adentro a dar sentenças e a exigir serem eles a fazer as leis e as normas. São os de comissões de festas, alguns deles mais importantes que os santos que se veneram. Outros querem baptizar os filhos, sem regras nem exigências. Outros, ainda, vêm à procura de um casamento de pompa, porque ainda dá estatuto. Nesse dia a igreja, casa de todos, é só deles…
E por aí adiante.
E a mãe? Não manda ninguém embora, mas sofre as consequências de uma educação que não deu, ou não a quiseram receber, ou já a esqueceram.
Às vezes perde também ela a paciência e irrita-se, porque até os filhos de casa, os de sempre, se tornaram intransigentes e menos irmãos, como se fossem únicos… Ai as mães!… Ai a mãe Igreja! Ela não pode perder a paciência, há-de vencer pela força do amor, tem de se impor pelo bom acolhimento, tem de ser mãe, mas também mestra e educadora… para seu bem e bem dos filhos, de todos os filhos.
António Marcelino
