Uma semana no Ágora

A experiência com jovens é sempre uma experiência enriquecedora; em Portugal temos o privilégio de ter encontros com jovens quase quando queremos.

Mas a experiência de estar reunida com Jovens de vários países diferentes num só local torna-se, além de enriquecedora, fantástica.

Devo confessar que me chocou um pouco no início o facto de tantos Jovens terem dúvidas acerca de coisas que eu acho primordiais. Como por exemplo a velha questão de saber onde está o Amor de Deus, quando existem catástrofes, quando uma criança nasce cega, sem braços e por aí fora.

A cultura Portuguesa, ou melhor, a cultura Europeia permite-nos ter uma flexibilidade de pensamentos que tantos outros países não têm.

A maioria dos temas debatidos, para mim, não era novidade. O que acabou por fazer com que perdesse o entusiasmo de estar ali.

Mas há sempre algo que marca a diferença; e desta vez foram as pessoas.

Não pessoas no sentido estrito, mas pessoas no sentido cultural.

Fiquei especialmente “comovida” quando um palestiniano perguntou um dia se os Portugueses eram todos assim, tão alegres e divertidos, ao qual respondemos que sim, na generalidade, mas questionámos o porquê da pergunta; e a resposta foi que em Israel não existe alegria, não existe vontade de sorrir, as pessoas não têm esperança de vida.

Isto, sim, chocou-me!

Uma experiência deste género é muito boa para aprendermos a dar valor ao que temos, para percebermos que Deus existe no seio de todos nós e que, em situações mais extremas, no caso dos países Árabes, Deus transmite uma tal força que faz com que os seus seguidores não tenham tanto receio de Acreditar n’Ele e seguir os seus pensamentos.

Aqui está a força Divina, na maneira como estes Jovens “lutam” contra todos os problemas sociais e religiosos dos seus países, simplesmente por acreditarem, simplesmente por sentirem.

Carla Silva