Unidade de Deus, da religião e da humanidade

Religião bahá’í deu-se a conhecer no CUFC A fé bahá’í deu-se a conhecer no Centro Universitário Fé e Cultura, na noite de 22 de Março. Todos os anos, pela Quaresma, o CUFC tem convidado líderes de outras religiões para sessões em que falam da sua fé. Pelo Centro Universitário passaram já muçulmanos, judeus e budistas. O objectivo é claro. Num tempo em que as diferenças religiosas, em várias partes do mundo, são veículo para violência, conhecer é o primeiro passo para compreender e respeitar. De um ponto de vista cristão, poderá ainda haver outro objectivo, que podemos formular assim: “Quanto mais conheço as outras religiões, mas valorizo a minha, mais compreendo o seu valor, a sua originalidade”.

O convidado do CUFC foi Mário Mota Marques, presidente dessa comunidade em Portugal.

O baha’ismo surgiu como seita no islamismo xiita, no norte da Pérsia (actual Irão), e considera-se “última religião”, ou seja, a religião final. Os fundadores são Mirza Ali Muhammad (1812-1850) e Mizra Hussayn-Ali (1817-1892). O primeiro, chamado ‘Bab’ (a porta), anunciou a vinda de um grande profeta, coisa que o segundo, conhecido por ‘Bahá’u’llah’ (a glória de Deus), reivindicou para si.

A fé bahá’í, hoje espalhada por quase todos os países (mas perseguida no seu país de origem), chegou a Portugal em 1926.

A “unidade de Deus”, a “unidade da religião” e a “unidade da humanidade” são os principais artigos desta religião, que não tem clero. Para eles, Moisés, Buda, Jesus Cristo, Maomé, entre outros, são mensageiros da “revelação progressiva de Deus”, terminada em Bahá’u’llah. Alguma literatura considera o conformismo e a moderação como principais características práticas do baha’ismo, como se poderá constatar pelas “Leis e obrigações de cada bahá’í”.

Leis e obrigações de cada bahá’í

• Orar e ler os escritos sagrados todos os dias

• Observar o jejum de 2 a 20 de Março

• Ensinar a causa de Deus

• Contribuir para o Fundo Bahá’í

• Observar os dias sagrados bahá’ís

• Considerar o trabalho como culto

• Abster-se de bebidas alcoólicas e do uso de drogas sem fins medicinais

• Respeitar o obedecer ao governo e evitar a participação em política partidária

• Evitar maledicência e mexericos

Retirado da publicação “Fé Bahá’í”