Unidos na vida, unidos na morte!

Olho de Lince A vida traz surpresas agradáveis e amarguras aparentemente insuperáveis. Perder o Pai e a Mãe, na casa dos cinquenta anos, em cerca de um ano, não é dor fácil de gerir para ninguém. Mas acontece. E aconteceu com aquele par de irmãos.

Dois dias depois do funeral da Mãe, no final da Eucaristia, trocávamos palavras e silêncios sobre dores tão frescas e intensas, também com os Pais da extremosa Mãe. Por coincidência, no sábado seguinte, o casal falecido celebrava os seus trinta e três anos de Matrimónio.

O pedido, da parte dos mais próximos, era que, no dia da Missa de sétimo dia, se fizesse alusão a este facto. Furtivas, embargadas pela convicção que carregavam, as palavras de um dos filhos eram mais ou menos assim: “Ela sempre dizia que queria ir para junto dele. Está, de certeza, contente. Vão festejar juntos!”

Unidos na vida, unidos na morte! Uma verdade que muitos ainda acolhem, cultivam e semeiam! Não foram senão de respeito pela união estável e duradoura dos seus Pais as palavras daquele jovem.

Q.S.