Vaticano analisa conclusões do G8

O desenvolvimento não se garante com os recursos que procedem do exterior; depende, sobretudo, da educação, recorda o Pe. Federico Lombardi, director da Sala de Imprensa da Santa Sé.

No editorial do último número de «Octava Dies», semanário produzido pelo Centro Televisivo Vaticano, do qual também é director, o porta-voz vaticano vê na última Cimeira do G8 “alguns sinais positivos para o futuro”.

“Não tanto no campo das medidas para deter a deterioração das condições climáticas — esclarece —, mas no da relação mais serena entre os Estados Unidos da América e a Rússia, e no dos compromissos para enfrentar a fome e favorecer o desenvolvimento dos povos”.

“Os apelos neste sentido tinham-se multiplicado”, recorda o Pe. Lombardi, citando em especial a mensagem dos bispos da América Latina, reunidos em Aparecida, na qual pediam uma economia mundial virada para “um desenvolvimento humano, ecológico e sustentável, baseado na justiça, na solidariedade e no bem comum global”.

“O verdadeiro desenvolvimento nunca será garantido unicamente por recursos procedentes do exterior, nem poderá limitar-se unicamente ao bem-estar material, mas deve fundamentar o seu crescimento nas pessoas, na sua formação cultural, moral e social, na sua capacidade para tomar as rédeas de seu futuro e de edificá-lo responsavelmente”, explica.

Ecclesia

Papa pede a Bush solução

“regional e negocial” para o Médio Oriente

Segundo informações disponibilizadas pela Santa Sé, no encontro de George W. Bush com Bento XVI, no dia 9 de Junho, foram abordados os principais temas de política internacional. Uma especial importância foi dada à questão israelo-palestiniana, ao Líbano, à preocupante situação no Iraque e às críticas condições que as comunidades cristãs enfrentam naquele país. A esperança foi mais uma vez sublinhada pela Santa Sé, que pediu uma solução por via “regional e negocial”, com o objectivo de resolver os conflitos e crise que afectam a região.