Vida nova para todos!

Revisitar… O Catecismo da Igreja Católica A plataforma de chegada e de impulso para nova partida, neste itinerário da conversão, para o qual a Quaresma é o tempo oportuno, é a celebração da Reconciliação sacramental, ou Confissão. Sacramento “em desuso”, como dizem muitos, instrumento manipulador de controlo da liberdade e da consciência das pessoas, como dizem os mais atrevidos.

É assim mesmo que o CIC considera este sacramento: “É chamado o sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente o apelo de Jesus e o esforço de regressar à casa do Pai, da qual o pecador se afastou pelo pecado.

É chamado sacramento da Penitência, porque consagra uma caminhada pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação por parte do cristão pecador”. – CIC – 1423.

“É chamado sacramento da confissão, porque o reconhecimento, a confissão dos pecados perante o sacerdote é um elemento essencial deste sacramento. Num sentido profundo, este sacramento é também uma «confissão», reconhecimento e louvor da santidade de Deus e da sua misericórdia para com o homem pecador.

É chamado sacramento do perdão, porque, pela absolvição sacramental do sacerdote, Deus concede ao penitente «o perdão e a paz».

É chamado sacramento da Reconciliação, porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia: «Deixai-vos reconciliar com Deus» (2Cor.5,20). Aquele que vive do amor misericordioso de Deus está pronto para responder ao apelo do Senhor: «Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão» (Mt.5,24)” – CIC – 1424.

Estes textos desafiam a criatividade pastoral. Em primeiro, quanto ao desenvolvimento de uma consciência apurada de pecado, como atitude de vida, que não apenas actos isolados – eles são expressão ou causa dessa atitude de vida. Depois, uma expressão de conversão que não seja um desabafo psicológico, mas que seja um caminho percorrido de inversão dos caminhos mal andados, já com esforços coroados de êxito na rota do Senhor.

Ainda, uma contemplação da bondade e misericórdia sem limites do Pai que nos espera, não de uma forma passiva, mas emitindo continuamente sinais de que a “Casa” está aberta e o banquete preparado. E mais: Não somos ilhas! Beneficiamos da santidade de todos, contribuímos para ela… Como sofremos com o desamor de todos e, com o nosso, ferimos todo o Corpo!… A consciência comunitária do pecado e do benefício da conversão estão longe de serem tratadas abertamente pela nossa prática pastoral.

Em Cristo ressuscitado, vida nova para todos! Em cristãos reconciliados, vida nova para os próprios, vida nova para todos!

Q.S.