Olho de Lince O fim de tarde daquele domingo foi marcado pela festa: mal acabada de nascer, a pequenina tornou-se vedeta a circular nos telemóveis da família e dos amigos, a mensagem atravessou veloz as ondas magnéticas…

Via-se que a alegria brotava do íntimo daqueles que passavam a nova de boca em boca. Do pai, do avô, da avó, seguramente da mãe, as manifestações eram de gáudio incontido. A vida tomava expressão naquele rosto ainda frágil, mas aberto e esperançoso. E provocava vida em quantos ansiaram por vê-la.

Não é a primeira vez que registo estes momentos de gozo pela vida que nasce. Mas, em tempos tão pouco generosos com a natalidade, redobra a minha alegria por ver que se ama, se promove, se defende a vida. Por ver que a vida nascente não estorva, antes se acolhe com satisfação contagiante. Aliás partilhada pelos amigos, que festejaram ruidosamente a chegada desta nova companhia.

Q.S.