Uma pedrada por semana Para além do incómodo dos propagandistas mais variados que cada dia nos enchem a caixa do correio electrónico, tentando impingir o que não nos interessa, há visitadores regulares, que fazem de nossos servidores, informando, avisando, propondo, partilhando coisas, que se podem ou não aproveitar, mas que sempre serão úteis para alguém.
É muito importante que haja na vida pessoas que fazem do serviço gratuito aos outros, pelas formas mais variadas e possíveis, um ideal para todos os dias. Enquanto houver quem pense e procure o bem dos outros, apenas pelo desejo de ser prestável, o mundo aguenta-se. Assim há gente a construir o que dura e não apenas a destruir o que resta.
Muitos destes generosos voluntários, que já descobriram que as novas tecnologias da comunicação alargam as possibilidades de bem-fazer, serão sempre, para muita gente, pessoas anónimas e sem rosto. Nem se sabe, muitas vezes, como agradecer-lhes. Mas, por certo, também não esperam esse agradecimento. O seu gesto diário de fazer bem não leva nem rede, nem anzol. Basta-lhes poderem ser úteis e que alguém aproveite.
Ninguém sabe o bem que faz quando faz bem, se o fizer bem feito.
A. Marcelino
