Votar é um dever

O voto é uma decisão livre. Dever cívico fundamental, ele torna-se o instrumento possível para que o povo exprima a sua vontade sobre pessoas e programas de governação, seja local, seja central.

É manifesto que as forças partidárias, sedentas de alcançar o poder, dizem verdades, meias verdades e muitas mentiras, para conseguir os seus objectivos. Daí que, muitas vezes, as campanhas não só não são elucidativas, como lançam imensas dúvidas e confusões. A fatia dos indecisos é sempre muito expressiva até ao momento final, o da votação. E, muitas vezes, depende da última tirada patética ou sedutora a opção que vai surgir no boletim de voto.

Apesar de tudo, o povo não é cego nem louco. Pode ceder a alguma tentativa de suborno com promessas de satisfação de interesses imediatos, é certo. Mas uma grande parte do eleitorado pondera sempre alguns factores, totalmente verdadeiros ou não, e procura fazer uma escolha ponderada.

As árvores conhecem-se pelos seus frutos, todos sabemos. E, se avaliarmos os frutos produzidos pela governação, não poderemos concluir que temos tido boas árvores a dirigir o País.

Não é só o descalabro financeiro, que nos traz de cinto apertado e de garganta angustiada, que nos faz tremer perante o futuro e ter de fazer apelo às mais profundas razões de esperança para não desistir. Foi a delapidação da família, a instrumentalização da vida, a consagração da mentira como verdade política, o favorecimento de amigos e correligionários, a promiscuidade das instituições públicas, a degradação da própria justiça, a manga larga que faz crescer a insegurança, a educação a voltar à selva!

Um País sem rumo, sem ideais, sem propostas, que se prepara para “matar airosamente os idosos”, com as restrições e o isolamento, que semeou ilusões a granel nos sonhos dos jovens e agora lhes cerceia caminhos de realização e de utilidade social.

Mudar é indispensável! Deixar cair quem nos enganou até ao último instante é a atitude sensata. Dúvidas temos. Mas cegos não somos, para aceitar que alguém, que deveria ter outra postura, nos venha dizer que este primeiro-ministro ficará para a história como o melhor de todos os tempos. Apesar de tudo, quem o disse foi bem melhor!

Votar é um dever! Votar por Portugal exige bom senso e coragem! Ser português é votar por Portugal!